quarta-feira, 25 de maio de 2011

Adotada não, ESCOLHIDA

Olá Pessoas!! Tudo bem com vocês?

Hoje, "rodando" pelos blogs de grávidas e mães me deparei com um título de post parecido (se não igual) a este que estou digitando hoje. Me fez lembrar de uma coisa: Sou adotada!! rsrs

É um detalhe da minha vida que passo meses, anos, tempos e tempos sem me lembrar, e só lembro quando acontece algum episódio como o de hoje, uma notícia no jornal, algum comentário de conhecidos...
Nunca foi um assunto que me angustiou. Soube que havia sido adotada através dos meus "pais adotivos" (já aproveito pra dizer que não gosto dessa denominação, já que pra mim os únicos pais que tenho são os meus pais) quando eu tinha uns 12 ou 13 anos. No momento que soube eu chorei... chorava e dizia pra minha mãe que queria ser filha dela de verdade, e acho, ops, acho não, tenho CERTEZA que Deus tocou no meu coração e me mostrou que mãe mais VERDADEIRA do que a minha, não existe! Só de pensar em tudo que meus pais sempre foram pra mim eu me emociono muito, se existe amor maior, apenas devido ao laço sanguíneo, sinceramente eu duvido!
Eu penso que Deus, em toda sua perfeição, me colocou na barriga errada.. rsrsrs... e quando percebeu o erro me colocou no colo da minha mãezinha! Nunca soube nadica de nada sobre meus pais biológicos, somente algo como: "Sua "mãe" estava mto doente e morreu". Se é verdade eu não sei e de todo coração não tenho vontade de saber.
Deus escolheu os melhores pais do mundo e me deu! Tantas mães engravidam sem querer, sem desejar aquele bebê, são tantas histórias brutais de mãe que rejeitam seus filhos, abandonam seus tão indefesos bebês, e a minha mãe, minha única e verdadeira mãe, me ESCOLHEU, me esperou por 7 anos!! e não 9 meses!!!
E eu ainda ganharei um presente maior... Quando eu tiver um bebê e puder reconhecer nele(a) alguma herança genética minha, (já que até hoje não tive isso com ninguém) vou morrer de emoção! Já pensaram na emoção que vai ser? Tááá, seiii que a mãe só carrega na barriga e geralmente os bebês tem a cara do pai, mas será que nem um "dedinho mindinho" vai parecer com o meu?!! hahaha

Tenho muita vontade de retribuir o que meus pais fizeram por mim e adotar uma criança... quem sabe?!


Olhem meu pais na foto abaixo, que lindos! E no meio.. EU! rsrs

Fiquem bem e até a próxima!!
 

Beijos

4 comentários:

mperri disse...

Que legal a tua reflexão... é uma coisa que sempre pensei: o amor de pais "adotivos" é um amor 100% escohido!
E acho legal a beça que pais "adotivos" tenham a postura de não esconder o fato, justamente para que a criança tenha a chance de escolher se quer correr atrás de saber o seu passado ou não.
Enfim, linda a reflexão!
E legal que você tenha o impulso de adotar. Acho que adotar é um ato de total doação e entrega e muita gente anda fazendo isso pelos motivos errados. Um filho adotivo não deveria vir em "substituição" de um filho não concebido (seja lá por que motivo)... ele deve vir pelo desejo de se ter um filho, independente da forma que isso se dê. O filho adotado é, na minha cabeça, um filho e ponto final... o "adotado" é apenas uma questão jurídica, e nunca afetiva!
E, olha, minha filha saiu a CARA do pai, nem o dedinho mindinho é meu... mas, em compensação, me vejo nela o tempo todo, porque a casquinha pode ser paterna, mas o miolo é todo eu!hahahahahaha

A mãe dos Gêmeos disse...

Lindo post!!!
Sou madrinha do Dudu da Cassiê, e qdo ela me falou do seu blog vim correndo ler, e de cara já adorei!!!!
Não consegui engravidar naturalmente e se o tratamento não desse certo, com certeza adotaria uma criança, pq tbem acho que um filho não é somente o filho de sangue, o amor sempre prevalece, quem sabe qdo os meninos estiverem maior eu realizo essa vontade!!! Já estou te seguindo!!!
Bjos
Ana
http://amaedosgmeos.blogspot.com/

Sandrinha disse...

Lindo o seu "depoimento" Tati!!!

Cassiê, a mamãe do Eduardo disse...

Amor maior do mundo importa rótulos?
Não, claro que não!
Almas não são feitas de sangue,
São tecidas com os fios do amor, da cumplicidade, da entrega, da fé e do afeto.
Te amo sempre, Cassiê.